Presidente do MDM, Daviz Simango, convocou a imprensa, hoje, 20 de Abril, para informar que o seu partido está profundamente revoltado e desolado pelo fardo do endividamento irresponsável do Governo que conduziu o país a uma crise económica e política sem procedente e agravado com a táctica do Governo de esconder ao povo o que deve. 

Disse ainda, Daviz Simango, que "o Governo deve explicações ao povo e não ao Comité Central da Frelimo, como acontece em sistemas monopartidários. Em democracia", disse, os assuntos de Estado devem ser discutidos nos órgãos de soberania, designadamente Assembleia da República. Continuou dizendo que o Governo e o partido Frelimo demostraram total desrespeito pelas instituições do Estado e pelos demais partidos políticos pois, a bancada do partido governamental obstruiu que o Governo fosse chamado ao parlamento porque já conhecia o peso da dívida e não queria partilhar com povo Moçambicano.
Denunciou que o partido no poder está a esforçar-se bastante para que o País decresça ao sistema monopartidário implantando um estado partidarizado. Pedem paz mas continuam a rearmar o regime. Falam de democracia mas não respeitam as instituições democráticas.
O comportamento da Frelimo no parlamento não deixa qualquer margem de dúvida de que se esforça para implantar um regime monopartidário, transformando os deputados da sua bancada em meros fantoches. Quem manda no Governo?- Perguntou Daviz Simango. No nosso sistema político o chefe do Governo é o Presidente da República, disse mais adiante, o Presidente do MDM que o Governo e a Frelimo falam da paz, mas o povo continua a viver os horrores da guerra. 
Repudiou os bale-amentos e mortes de dirigentes políticos, aos homens de direito, aos empresários e aos cidadãos comum. Rematou dizendo que estamos perante um caus generalizado da ineficiência das nossas instituições o que permite concluir que Moçambique é um estado fraco.
Anunciou que o MDM exige a criação duma comissão parlamentar de inquérito sobre o endividamento público do Estado moçambicano.